A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) criou uma nova superintendência para aumentar a segurança no uso de drones, na prática de esportes aéreos e na aviação agrícola, para citar apenas algumas modalidades que fazem parte da chamada Aviação Geral. Nesse recorte, desde 2023, o Relatório Anual de Segurança Operacional lista 219 acidentes, que resultaram em 53 mortes. O novo departamento, a Superintendência de Operações da Aviação Geral, é chefiado por Edvaldo Rodrigues de Oliveira. Ao R7 Planalto, Edvaldo detalhou que o objetivo não foi apenas criar uma nova estrutura, “mas sim atingir determinados setores que precisam de atenção especial”. “Normalmente a gente fica focado na aviação comercial, todo mundo pensa que a aviação se resume a isso, mas não é apenas isso”, explicou. “A agência, com esse olhar para alguns segmentos que são essenciais para a economia brasileira, que é a aviação remota e feita em muitos locais distantes, muitas vezes, entendeu que precisava fazer esse movimento de reestruturar a agência para tanto manter e incrementar o foco na aviação comercial”, detalhou. Edvaldo resume que o objetivo é dar mais atenção a cada segmento, que envolvem o de balonismo, voos panorâmicos, serviços aéreos especializados, entre outros. “Cada segmento desse tem sua especificidade, seu nível de risco e suas necessidades regulatórias. Essa superintendência nova vem para atender isso”, disse.Segundo o superintendente, ele já começou a ouvir diversas demandas de cada setor, mas trabalha com uma meta comum em todos os segmentos: a segurança. “Fizemos uma sequência de reuniões para apresentar a nova estrutura às associações dessas modalidades e coletar as maiores reivindicações deles”, explicou. Edvaldo detalha que uma das demandas do agro, por exemplo, é destravar o avanço da pulverização com drones. Mas há demandas que afetam diretamente a população, como a do voo panorâmico. “Com a superintendência, a gente dá um incremento nas empresas que podem entrar nesse mercado de forma segura”, explica. Segundo ele, a nova repartição vai permitir análise mais célere dos processos e garantir o resultado da segurança e fiscalização. “Isso vai diminuir o número de acidentes. O mote primário da Superintendência é a gente dar um incremento na segurança operacional”, reforça. A superintendência começou a operar em agosto, e deve criar um plano de metas para o próximo ano. Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp









