O senador Camilo Santana (PT-CE) assumiu a função de porta-voz da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na comunicação com a imprensa neste segundo turno das eleições presidenciais. Nesta sexta-feira (9), ele afirmou que pretende conversar diariamente com jornalistas para informar sobre a agenda, as decisões e as estratégias da candidatura petista.A mudança faz parte da reorganização da campanha após Lula terminar o primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro (PL). Segundo Camilo, Edinho Silva continua na coordenação geral.“Eu vim aqui para colaborar com a campanha e me colocar com a missão de porta-voz para que possam conversar todos os dias”, afirmou a jornalistas em Brasília.Segundo o ministro, sua atuação será voltada à articulação política, organização da agenda e definição das estratégias para as próximas semanas.Além de Camilo, o ex-ministro da Casa Civil e senador eleito Rui Costa, e o governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), passaram a colaborar com a equipe de Lula.Uma das mudanças previstas para o segundo turno é a participação de Lula em debates com Flávio Bolsonaro.De acordo com Camilo, o presidente manifestou a intenção de comparecer a pelo menos três encontros, mas a campanha ainda negocia as datas e os formatos com as emissoras.“Agora é tête-à-tête”, afirmou, ao defender o confronto direto entre os dois candidatos.Lula e Flávio não participaram dos debates televisionados entre presidenciáveis no primeiro turno.Camilo afirmou que outra prioridade será comparar os resultados do governo Lula com os da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai de Flávio.A estratégia pretende associar o candidato do PL ao histórico político do pai e apresentar diferenças entre as duas administrações em áreas como economia, educação, saúde e programas sociais.O ministro disse que a campanha pretende abordar a condução da pandemia, os investimentos em educação e as políticas sociais. Também defendeu que o debate eleitoral trate do histórico dos candidatos, além das propostas para os próximos quatro anos.Ao ser questionado sobre o futuro, Camilo citou como prioridades de um eventual novo mandato a ampliação das escolas em tempo integral, a expansão do programa Pé-de-Meia e o aumento do acesso a especialistas na rede pública de saúde.O ministro também confirmou que Lula pretende concentrar parte das viagens do segundo turno em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.Segundo Camilo, o calendário apertado, a gravação dos programas eleitorais e a previsão de debates impedem que o presidente visite todos os estados antes da votação de 25 de outubro.“Nós vamos priorizar Minas Gerais, São Paulo, Rio. Esses são os três estados que nós vamos priorizar nessa campanha”, afirmou.A definição das cidades e das datas ainda depende de avaliações da coordenação, que analisa os resultados do primeiro turno e os dados de abstenção para organizar o roteiro.Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp









