Manoela Alcântara

Imagem colorida de Rogério Marinho
Imagem colorida de Rogério Marinho · Imagem: Vinícius Schmidt/Metrópoles

Após reunião com Fachin, coordenador de Flávio negou intenção de retaliação e cobrou ação do Senado diante de crimes de responsabilidade

Marinho diz a Fachin que Senado não será omisso sobre crimes de ministros
Marinho diz a Fachin que Senado não será omisso sobre crimes de ministros · Imagem: Source: www.metropoles.com

Manoela Alcântara

06/10/2026 14:11

Vinícius Schmidt/Metrópoles

O coordenador da campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), Rogério Marinho (PL-RN), afirmou ter dito ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, que o Senado não vai se omitir caso ministros da Corte cometam crimes de responsabilidade.

Em ida ao Supremo na tarde desta terça-feira (6/10), Marinho afirmou que já se reuniu com seis ministros do STF e ressaltou que a campanha não tem espírito de retaliação, pois, “pelo contrário o que nós queremos é reconstruir o país, queremos normalizar a relação dos Poderes e queremos que a separação seja de fato”.

“Não é possível que a sociedade tenha a percepção de que o Judiciário é uma extensão do governo. Isso faz mal à democracia brasileira. Nós queremos a imparcialidade, nós queremos o respeito às instituições. As regras são estabelecidas para o conjunto da sociedade, não para amigos do rei”, ponderou o coordenador.

Marinho acrescentou, entretanto, que, se houver crimes de responsabilidade cometidos por ministros do Supremo, o Senado deverá agir. Segundo ele, isso não ocorre hoje por decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

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“Mas, ao mesmo tempo, deixamos claro que, na hora em que houver algum crime de responsabilidade por um ministro do Supremo Tribunal Federal, o Senado não vai se omitir. E hoje ele tem se omitido”, disse.

O senador prosseguiu: “o Senado da República hoje, infelizmente, é omisso, até porque o regimento do Senado determina que a abertura de um processo — que não significa uma condenação — fique sob a discricionariedade do presidente da Casa. Tem mais de 100 processos que foram entregues e ele sequer submete a constitucionalidade à sua procuradoria.”