Arthur Mello de Lima Cavalcanti (Recife, 27 de setembro de 1930 — Recife, 14 de junho de 1994) foi um empresário, agrônomo, arquiteto, economista e político brasileiro. Foi vice-prefeito de Recife, além de deputado estadual e federal por Pernambuco.

Vida pessoal Natural de Recife, Pernambuco, Lima nasceu em 27 de setembro de 1930, filho de filho de Ruy de Lima Cavalcanti e de Thereza de Mello de Lima Cavalcanti. Sobrinho do ex-governador Carlos de Lima Cavalcanti, Lima formou-se em agronomia e arquitetura pela Universidade do Recife, atual UFPE, em 1954. Foi casado com Wilma de Lima Cavalcanti, com quem teve quatro filhos. Faleceu em Recife, no dia 14 de junho de 1994.

Carreira política Próximo de setores da União Democrática Nacional (UDN) e do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), organizou sua primeira candidatura em 1959, para o cargo de vice-prefeito na eleição municipal do Recife pelo PTB. Com o partido apoiando Antônio Pereira, saiu da sigla após apenas trinta dias e se filiou ao Partido Social Trabalhista (PST), pelo qual concorreu como vice na chapa de Miguel Arraes (PST), ambos sendo vitoriosos na eleição. Em 1962, se elegeu pelo PTB à deputado federal, deixando a vice-prefeitura e assumindo o novo cargo em 1963. Com o prefeito Arraes assumindo como governador no mesmo ano, assumiu a prefeitura o presidente da câmara de vereadores, Liberato da Costa Júnior. Como deputado, foi um idealizadores do projeto de lei para a criação da SUPURB (Superintendência de Política Urbana), que tinha como objetivo a melhoria progressiva das condições de sub-habitação, “em bases locais, inclusive estimulando o esforço próprio, a ajuda mútua e o desenvolvimento comunitário”, e combater influências estrangeiras (sobretudo dos Estados Unidos) nos planos habitacionais estaduais. Em 1964, após o golpe de estado daquele ano, perdeu o mandato por força do Ato Institucional no 1 (AI-1). Após isso se voltou para atividades empresariais. Foi beneficiado pela Lei da Anistia em 1979 recuperando os direitos políticos. Com o fim do bipartidarismo, filiou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT). Acabou expulso do partido em 1981, por "apresentar posturas personalistas e desrespeitar decisões partidárias”, como em seu apoio à uma Assembleia Nacional Constituinte, ponto não constante no programa partidário, e ao não participar das reuniões do PT. Em sua defesa, afirmou na época que sua expulsão fora um “ato ridículo e fascista que demonstrava a estreiteza e o oportunismo de grupelhos sectários que se entrechocam em sectarismos semânticos e que nada têm a ver com o PT”. Responsabilizou o presidente nacional do PT, Luís Inácio Lula da Silva, pela instauração do inquérito que resultou na sua expulsão. Já pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), elegeu-se deputado estadual por Pernambuco em 1982. Em 1986, candidatou-se a deputado federal pelo partido, acabando com a suplência. Já filiado ao Partido Democrático Trabalhista (PDT), assumiu em 1989 a vaga deixada por Luís Freire Neto (PMDB), não concorrendo à reeleição em 1990. Desligando-se do PDT e permanecendo sem partido, foi presidente da Fundação pelo Desenvolvimento da Região Metropolitana do Recife entre 1991 e 1992, na gestão do governador Joaquim Francisco.

Referências